Óde a um guerreiro.

Lembra da ultima vez que dissestes meu nome.
fora antes da guerrilha partir
em meu braço prendestes um pedaço de pano
uma lembrança de você para mim

Falou-me o que iria acontecer
que com a guerra o sangue jorraria.
mas pelos deuses como adivinhastes
a forma como iria morrer?

Pois agora como ultimo desejo
ouça minha narrativa de dor
dos diversos que minha espada cortou
somente um homem em pé restou

Por Marte, não caia nem fraquejava
minha espada aos poucos se cansava
de bradar contra aquele senhor

Em ultimo esforço imedido
a companheira de mim se cansou
deitou-se para descansar um pouco
foi o momento em que me senti nu,
a lança em mim se enfincou
e como o que dissestes em fim
meu sangue pelo chão ficou
e com o sorriso ao rosto de meu inimigo
um sentimento amigo brotou.

Pensava que a agonia, seria fiel companheira até o fim
mas encontrar tão bom adversário, já bastou para mim
preencher o abismo que existia quando  me separei de você
e recuperar o doce gosto do beijo que destes ao meu partir

Vou- me agora carregando honra, por ter guerreado aqui
lindos eram os planaltos, antes do orgulho existir
parto agora com emoção, venha ó caro Caronte
me entrego sem hesitar, pois pelo meu amor desejo zelar
nem que fostes deste lado, também amigos rever
venha logo barqueiro, chegou a hora de morrer.

1 Response to "Óde a um guerreiro."

  1. itscazzy says:

    "Pensava que a agonia, seria fiel companheira até o fim
    mas encontrar tão bom adversário, já bastou para mim
    preencher o abismo que existia quando me separei de você
    e recuperar o doce gosto do beijo que destes ao meu partir" Tão intenso quanto sensível... Amável!

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