Óde a um guerreiro.

Lembra da ultima vez que dissestes meu nome.
fora antes da guerrilha partir
em meu braço prendestes um pedaço de pano
uma lembrança de você para mim

Falou-me o que iria acontecer
que com a guerra o sangue jorraria.
mas pelos deuses como adivinhastes
a forma como iria morrer?

Pois agora como ultimo desejo
ouça minha narrativa de dor
dos diversos que minha espada cortou
somente um homem em pé restou

Por Marte, não caia nem fraquejava
minha espada aos poucos se cansava
de bradar contra aquele senhor

Em ultimo esforço imedido
a companheira de mim se cansou
deitou-se para descansar um pouco
foi o momento em que me senti nu,
a lança em mim se enfincou
e como o que dissestes em fim
meu sangue pelo chão ficou
e com o sorriso ao rosto de meu inimigo
um sentimento amigo brotou.

Pensava que a agonia, seria fiel companheira até o fim
mas encontrar tão bom adversário, já bastou para mim
preencher o abismo que existia quando  me separei de você
e recuperar o doce gosto do beijo que destes ao meu partir

Vou- me agora carregando honra, por ter guerreado aqui
lindos eram os planaltos, antes do orgulho existir
parto agora com emoção, venha ó caro Caronte
me entrego sem hesitar, pois pelo meu amor desejo zelar
nem que fostes deste lado, também amigos rever
venha logo barqueiro, chegou a hora de morrer.

Fatalidades em campo de batalha.

Não nos restam armas pra lutar
abaixar nossos ombros, e cabeças
sim - devemos nos entregar
a luta não mostrou resultado
somente as lagrimas venceram
diversos foram os que perderam
a sua posição ao lar

Famílias foram destroçadas
crianças amaldiçoadas
pelo cheiro que se exalou no ar
fragrância de morte, de sepulcro
muitos corpos a se enterrar.

Lembranças se tornaram memórias
daqueles que para sempre lutarão
enfrentaram seus inimigos, derrubaram sangue ao chão
mas se via que era sangue amigo
que também caia, mais um camarada,
nobre vida que se extinguia.

Muitas perdas em ambos os lados sempre houve
porém continua o animal homem, a marchar.
em sua inútil jornada caminha, se desdobra
pelos diversos meios que a riqueza mandar

Lucro gerado por lagrimas e defuntos
interesses transformados em guerras letais
todas levam o homem, o trabalhador
a cometer erros fatais.

A paz roubada, a paz perdida

Estão já fechados os bares
E dormem as crianças em paz nos lares
É o toque de recolher?!
As ruas desertas refletem o medo de morrer
E a população em pânico neste viver
É o nosso sofrer;
Homens com armaduras
Desfilam pelas ruas
E neste motim sem fim
Onde tudo é ruim
Vai a vida passando... dia a dia...
... ano a ano...
Ao anoitecer do luar
Olhamos o mesmo marchar,
Homens com carros de fogo a desfilar
Pessoas assustadas no amanhecer,
Elas ficam aterrorizadas ao anoitecer
É a mesma imagem desoladora
Na rua uma metralhadora.

Lembrança à quem não deve ser esquecido

Sempre me perguntei por que existir?
Para que tanta dor, tristeza e sofrer,
Quantas mais penitências terei eu que pagar
Enquanto viver neste penoso ser?

Não tinha mais forças, não suportava viver,
O que me mantinha em luta por meu ser
Deverás motivos há de haver, mas quero
Crer pra mim que o maior foi você

Não entendas por capricho, ou mera bajulação
Pois sabes que o que digo, é reflexo
de meu coração, que antes atrofiado e gélido,
Em total inanição, agora volta a bater
Com mais intensidade e emoção.

Nunca igual amizade provei, só tenho a
lhe agradecer, por fazer com que este jovem
não viesse a morrer. Pelo ato não entenda como fim
é apenas um momento, uma transição
ao adeus não cabe a nós, mas sim a imaginação.

Perdoa – me pela distância, que criei por medo de ti
Ainda me pesa em mente, tudo aquilo que sofri
Por causa desta barreira, esta profunda trincheira
Que entre nós construí

Com as lagrimas que derramei muitas coisas perdi,
Entre elas foi o medo  e também o desespero
que nutria por você , além do medo de sentir novamente
Tudo aquilo que vivi

Mesmo levando muito do medo
Algo dele ficou. Medo de nunca
mais te ver, angústia que me trará dor.

Entendo-me agora melhor do que já fora
Antes sofrida e amarga monera
Que se transformou em poço de calor
Tendo suas águas aquecidas pelo sentimento - Amor.

O inevitável aconteceu, e com ele virá a dor
Infelizmente esse é um dos efeitos de
Se viver por amor,
Em minhas lembranças a levarei, para todo
lugar que eu for, não importa a condição
Com honra será levada
Ao antro de meu coração.

Sobre a pergunta mal lograda,
Somente pra mim faz sentido viver,
enquanto não me esquecer agora e
para sempre me lembrar de você!

Verdade oculta

Verdade seja-me dita!
sempre me fez pensar
será que essa tal de verdade
é o correto à se falar?

Num primeiro momento vem o orgulho
de se fazer moderador
no outro vem a tristeza
por se fazer acusador

O perdão a poucos resta
após a verdade falar, angustia
é agora novo fardo à carregar

A verdade sobre ela não se entende
das poucos coisas que se compreendem:
- talvez seja melhor ocultar.

7, só 7 vezes

7 anos, 7 meses
7 vidas, 7 mortes
7 vitorias, 7 derrotas
7 mistérios foram 7 as minhas falhas
são só 7 coisas que conheço
são só 7 coisas que aborreço
7 só 7 amores que perdi
são só 7 vidas que vivi
são só 7 vezes que menti
são só 7 são só 7 vezes...
são 7 alegrias e tristezas
7 vezes que ti beijei
7 vezes que ti abracei
7 vezes que chorei a noite inteira
7 vezes que perdi você por bobeira
foram 7 besteiras sem querer
7 vezes que chorei por você
7, só 7
7, só 7
mais só 7 sem poder me conter quase morri
7 vezes sem poder entender meu amor por você
7 vezes sem entender porque você é o meu viver
7 são só 7 amores perdidos
7 dias malditos
7 anos de solidão
7 anos de dor em meu coração
7 meses de ilusão
7 são, só 7
7 são, só 7
por você fiquei 7 vezes irritado
por você fiquei 7 vezes tentado...
por você estou apaixonado
quero estar ao te lado
7 vezes já fui seu namorado
queria de novo aceitar o teu amado
só 7 vezes estive ao teu lado
7 vezes fiquei por você encantado
7, só 7 vezes, 7, só 7 vezes

As trevas do céu aberto

As trevas do céu aberto
os medos do garoto esperto
as esperanças do nascer
os gritos do parto,
desse medo já estou farto
não suporto mais seu choro,
parece um triste coro
E o povo se amotina no morro
nas praças e esquinas...as pessoas!!!
Ah... na luta os combates
Os mortos e os abates.
Homens correm em meio ao perigo
é a luta contra o inimigo
olhamos as cenas de dor
cadáveres e tanto horror!!!
A nossa gente sofre pavor
eu não suporto mais esse medo
Homens com armas engatilhadas no dedo
armas com fogo e destruição
dor, perda e muita desolação
os meninos jogavam bola
ouve-se tiros na escola
a guerra espalha o terror
eu tenho tanto temor
O tempo fecha parece que algo vai cair
mas, não é a chuva que vai descer
É a bala que vai ruir
e as pessoas vivem a esmorecer
Diante do poder morrer.

Pinga danada de boa

Pinga danada de boa é quente pra me esquenta
Para eu deixar de lado, minha terra o Ceará
Só preciso de você, dinheiro não me satisfaz
É melhor do que ouro, esta bebida que me traz.

Foi difícil esta viagem, Nem te conto milindrão
3 meses levando ao pés, as rachaduras pelo chão
Na cabeça chapéu de palha, cabelo ruim pra protege
Diante daquele solzão, preferia até morrer.

Difícil foi quando a benta acabou, quase que enlouqueci
Como assim viver sem pinga? A única que me liga
a corrida de minha vida, mulherão que me faz sorrir

Acho que devia de ter ficado, nas terras do meu sofrer
Vim pra cá foi pior coisa que me vi acontecer
A única que me salva, é o amor de meu viver.

Domada malvada de braba, aquela que me conduz
Delicia a ponta da língua, santa birita que me seduz.

"A namoradinha que amei até morrer"


Coitada da Menina que amo,
não sabe o que acontece
não ve ao longe olhando
mais um coração que desfalece

Com lucidez, moralidade
tenho, virtudes e ambições
mas que ela trata com
desdenho
vivo em mil indagações!

Ainda não sei por que, vivo atrás
dessa mulher
por que será ela?Há outras enfim
talvez porque seja ela
mil vezes igual a mim

Finalmente me entreti,
me passei por meretriz,
a vida continuou lembrando
da tortuosa lembrança que fiz
mas só sabe Deus
é aquela senhora que mais quis.

Jogo do amor

Das dores me cabe o sofrer
com o sofrer me vem à dor
mais ambos não passam dos
frutos, que vieram por amor

Por amor me veio o pensar
refletir sobre porque amar
mas amar não tem razão
não passa de crise do coração

Coração que no meu peito bateu
mais forte do havia então
Ora quanta exaltação!
por bater mais forte em vão !?

Com isso passo a perceber
como funciona tudo agora
de dor, sofrimento sangra
adorna minha razão
para me fazer crer que amar
não passa de mera ilusão.

Lembranças idealizadas

Maldita ampola
Sofrimento que me seduz
as areias que caem
lembra o ouro que reluz
maldita ampola do tempo
maldita que me conduz

Antro de dor, caminho de sofrer
em sua face encontro amor
em teu corpo busco prazer

Em teu sei busco paz
ampara-me na solidão
não suporto mais viver
sem você na escuridão

Teus lábios sob os meus
esperança que me toma
desejo que eu busco
emoção que me detona
Explode como dinamite
Implode meu coração
Em teu seio busco Paz
não suporto a solidão.

As Curvas...

As Curvas do cabelo
As Curvas da modelo
As Curvas de Brasília
As Curvas do Caminho
As Curvas do destino
As Curvas da curva
As Curvas da uva
As Curvas do corpo
As Curvas de um morto
As Curvas de um jardim
As Curvas de jasmim
As Curvas de um palácio
As Curvas...
As Curvas que olho sem parar
As Curvas do altar
As Curvas do universo
As Curvas do reverso
As Curvas do planeta
As Curvas da caneta
As Curvas do irreverente
As Curvas de um homem sorridente
As Curvas, as curvas...
As Curvas da minha vida
As Curvas do arco
As Curvas do barco
As Curvas do monte
As Curvas onde o pôr-do-sol se esconde
As... As Curvas...
As Curvas da rodela
As Curvas da mulher bela.

O que eu eu aprendi.

O que eu aprendi...
... a amar a vida
Acreditar nesta vida perdida
Eu entendi nela o respeito
Vi nela preconceito
Descobri que não há direito
A vida, na vida...
Um pesadelo romântico
um sonho perdido
é a nossa estrada
Caminhar por essa estrada
A jornada da vida Amada
Lutar no caminho da vida Odiada
Tudo é um piada sem graça
Olhando você passa, vê o mendigo e disfarça
É mais um bêbado jogado na praça...
O abraço, o calor da massa?!
Um homem engana...
Ah! a mulher que você ama
Aquela que acorda você na cama
Tudo é a vida, Tudo é sem sentido
Como esta poesia...
É a vida meu pesadelo de todo dia
a minha droga de nostalgia
Esta vida de muitas melancolias
Escrevo nelas as minhas poesias
muitas nostalgias
Logo eu, que acreditava em utopias.

Estrela, minha vida

Desejo cair, mas não vejo redenção
Oh lúcifer guiaste-me nas trevas
busca-me somente por perdão
derrame meu sangue em teu coração,
para assim cairmos em paixão.

Vós fostes o único que brilhou
na mais escura das noites
não importa se sangue derramou
o que importas és que retornou
voltou para me mostrar
como o paraíso encontrar.

ainda te negam por desilusão
temem aquele de seus interiores
te xingam, te chamam de fanfarrão
por medo dos próprios horrores,
dão a ti tal nome
codinome belzebu

Te confundem com o mal
não entendem a natureza
não vem que o sol emprestou
toda tua beleza e razão
para enfim então
brilhar mais que você.
mas que pena, fracassou,
nunca brilharam como você,
fazes de nossas madrugas
antro de iluminação
pontífice de prazer

Ó minha estrela de paz.
Ó minha estrela de dor.

O Casal Na Praça


Quem são esses dois juntinhos?!
Que se abraçam quietinhos
são dois namorados.
você passa, olha o casal
o casal na praça
Os dois ao ti verem, disfarça

E o casal na praça beija
olha, só veja
o casal na praça
eles ficam até o escurecer
Beijam-se sem as pessoas perceber.

E os dois ficam até o anoitecer
Eles ficam agarrados
sob a sombra do luar
Beijam-se sem parar
os dois agarrados no banco da praça
você olha eles, logo disfarça

Todo mundo está a passar
E o casal não para de namorar
os dois estão mesmo apaixonados
é casal de namorados

A mulher é fina assim
seu corpo não é tão ruim
e o homem tem um narigão
cegueira pura de paixão
e o casal fica até parar
os dois namoram sem parar
na praça!
nisto, não há farsa.

Movimentos...

Sonhos calados pela coesão alheia
o que me resta de esperança,
esta calcado em pequenos passos
íntimos movimentos, que diante a dança
tornam-se mais cruéis,
o advento da solidão, faz-se necessário
para a próxima caminhada.

O crepúsculo gerado pela obscuridade de
seus olhos, lamentavelmente não iluminam
mais as pobres seriemas, e seu avoar de esplendor
diminui-se a tensão!

Os movimentos estão me levando,
a conduzir esta nova coreografia
pelas silhuetas que antes via
como efeito do mercúrio, questões incompreensíveis
rodeadas de lamentação...

Apagou-se, a luz, o vazio deixado
eleva-se a trevas, silenciosa trevas
escuro amigo, apenas ouvinte
a mim, locutor de saudades,
da antiga claridade reconheço que se foi.

Inexistência

Onde antes existia um ser, hoje inexiste uma sombra
senhora sombra, diga-se de passagem,
que vagueia incessantemente atrás do existir
atrás do que já fora, da ideia criada, da alma realizada
corre atrás, persegue, mas não alcança
impiedosa é a inexistência, aspectos incompletos
ideias inacabadas, lagrimas ruborizadas

Faz nos perder, perdermo-nos daquele instante, daquela hora redonda
daquele caminho traçado, daquele adeus esperado
e a sombra que se segue, acaba por chorar
por sentir medo, dor, de talvez nunca mais se encontrar
suas extremidades sempre distorcidas
pela claridade do sol, movendo-se mais devagar
pelas entranhas a se esgueirar, o ser se distanciando
cada vez mais a frente caminhando, e a pobre sombra
nossa pobre sombra, chora novamente, pois logo daqui a horas,
é obrigada a parar, a luminosidade a retalha
mas ainda a permite andar.

Diferente é durante a noite, que nunca se abstrai, não faz por querer
mero efeito que se faz, obriga a sombra a se recolher e deixar de procurar
porque na escuridão do céu, não há mais entranhas e becos a se esconder, somente retornar para o nada
e esperar o amanhecer, para assim novamente, ter sua inexistência complicada,
suas extremidades retalhadas durante a busca de seu ser.